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Astrológia e desenvolvimento mediúnicoMais uma vez, nós estamos juntos, amigos e irmãos aprendendo um pouco mais sobre as aplicações práticas da Astrologia. Venho escrevendo todo mês com a preocupação de também “informar” aos leitores os campos da vida onde podemos usar essa Ciência fascinante. E não são poucos, praticamente podemos usar a Astrologia em todos os campos de nossa vida. E conforme prometi na edição passada vou falar um pouco sobre nosso desenvolvimento espiritual e pessoal no campo da “mediunidade”. Escolas de desenvolvimento mediúnico têm-se estabelecido, cursos e livros sobre o tema também. Mas poucos sabem que quando falamos em desenvolvimento mediúnico estamos falando sobre “desenvolvimento pessoal”, e não apenas aprender a incorporar nossos guias e trabalhar, pois essa seria a parte óbvia do processo, afinal quem incorpora é porque é médium de incorporação não é mesmo? A espiritualidade espera mais de nós nesse sentido, e não apenas que sejamos “aparelhos” para eles. Com certeza “Eles” esperam de nós que sejamos plenos, que sejamos auto-realizados, que sejamos felizes. A melhor maneira de encontrarmos aquilo que já está dentro de nós, com certeza é o caminho do autoconhecimento. E vamos lembrar que existem muitos tipos de mediunidade, e não apenas a mediunidade de incorporação. É exatamente aí que a Astrologia pode nos orientar muito bem, pois por meio de um mapa astral e do autoconhecimento podemos desenvolver melhor nossas habilidades nesse campo mediúnico, otimizando nosso tempo nas escolas e tendo um melhor aproveitamento dentro dos cursos. As nossas naturezas íntimas definem muito dentro desse processo, mostrando que “ninguém se desenvolve igual á ninguém”. O que para alguns é fácil, para outros é difícil. Quando olhamos dentro de nós, com o olhar de auto-entendimento temos possibilidades infinitas de chegar em nossos bloqueios, ou naquilo que nos atrapalha ou nos impede dentro do trabalho mediúnico. E o nosso mapa astral nos ajuda a olharmos para dentro de nós assim. Vamos lembrar que no processo mediúnico, estamos “intermediando”, ou seja, tem “eu” e mais “alguém”, tentando utilizar meus mecanismos, minha coordenação motora, minha comunicação para a realização do trabalho, seja de incorporação ou de outro tipo. Vocês hão de concordar comigo que quanto mais a gente se conhece, principalmente em relação aos nossos conflitos básicos mais deixamos de interferir nesse processo, já que a maioria é médium consciente, facilitando assim a atuação de nossos guias, não é mesmo? Lembrando que somos nós que desconhecemos nossas naturezas, e não nossos guias. Eles não só nos conhecem, como trabalham no sentido de nos ajudar nisso. Portanto, temos nas mãos, através do mapa astral, um verdadeiro “mapa da mina” nas nossas questões pessoais espirituais, esperando apenas que a nossa VONTADE nos guie até ela. Existem signos, casas, planetas e aspectos que nos informam sobre a nossa espiritualidade, sobre como entendemos as questões energéticas, como nos relacionamos com o mundo espiritual, qual os elementos mais fortes na nossa vida; o que estamos trazendo enquanto “bagagem” de outras vidas e o mais importante para um desenvolvimento mediúnico: aquilo que nos impede, que nos bloqueia de avançar, aquilo que nos dificulta nesse sentido, na maior parte das vezes fruto de nossas próprias ações e entendimentos equivocados. A leitura de um mapa astral nesse sentido é maravilhosa, é um mergulho real e prático em nossas essências, pois ela não é apenas teórica. Ela tem a finalidade de fornecer subsídios, ferramentas para trabalharmos a nossa mediunidade em sentido prático, com exercícios, com leituras, com banhos, etc. Infelizmente ainda poucos utilizam a Astrologia nesse sentido prático, e muitos ainda a entendem como “arte divinatória”, questão que em todas as oportunidades que tenho eu desmistifico. Não desmerecendo as artes divinatórias, de forma alguma, mas são diferentes. Astrologia é uma Ciência, e não uma arte divinatória. Existe um sentido concreto e prático nela, e o melhor sentido para ela é como ferramenta de autodesenvolvimento, de autoconhecimento. Patrícia Ungarelli
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